A vida de Abraham Lincoln tem sido objeto de estudo e admiração no mundo inteiro. O seu fascínio se mantém até o presente século 21, após 150 anos de sua morte. A vida de Lincoln é História. E histórias. Uma delas é a da maneira que ele lidou com a hostilidade aberta de um homem chamado Edwin M. Stanton, advogado e político norte-americano (1814-1869).
Stanton foi um inimigo declarado de Lincoln e fez tudo para desacreditá-lo e desmoralizá-lo como “palhaço”, “velhaco” ou “gorila”, o que fosse de mal que quisesse de Lincoln fazer crer ou acreditar ser.
A defesa de Lincoln contra tanto malquerer e maldizer nunca foi de Stanton mal falar nem a ele mal fazer, sequer de si mesmo bem dizer. Aos contemporâneos de Lincoln impressionou-lhes o silêncio daquele homem simples que dependia tanto de fé pública para ser o Presidente.
Aos pósteros de 1861 impressionará sempre a lembrança que, eleito presidente, para surpresa de todos no seu tempo que, de tão perto, não podiam ver naquele homem grande o grande homem que ele era, e sempre será, A. Lincoln escolheu para integrar seu ministério, como Ministro da Guerra, Edward M. Stanton . E justificou contra todos seus assessores e contra todos seus argumentos: “Procurei em todo o país o homem mais preparado para este posto. E encontrei. Stanton é esse homem.” Ele foi “Secretary of War” durante a Guerra Civil americana, de 1862-1865. E um dos biógrafos de Lincoln escreveu que o presidente sempre tratou Stanton com respeito e cortesia.
Quando o presidente Lincoln foi assassinado, o pais chocado pôde ver melhor toda extensão da sua perda e da tragédia naquele homem compungido e triste que, ao lado do caixão, deixou para história este depoimento qualificado: “Aí jaz o maior governante que o mundo já viu”. A homenagem era de Edwin McMasters Stanton. A última daquele Ministro a Abraham Lincoln. E a primeira de muitas e muitas que nos dispõem na história que o bem transcende o tempo.
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